quinta-feira, 24 de março de 2016

Aves do Jardim Botânico - Goiânia/GO

Com mais de 300 hectares de Mata Seca, Mato Grosso Goiano, Mata Ciliar e de Galeria, o Jardim Botânico de Goiânia é um local primordial para conservação de espécies, contando ainda com uma estufa, borboletário e animais silvestres.
Por todos esses e outros fatos, o Jardim Botânico guarda muitas espécies da fauna das regiões de mata, o que está constantemente atraindo observadores de aves para este local. Por isso, dei uma passada por lá para ver como está a quantidade de aves do local, e me surpreendi.

Registrei no local aves incomuns, como o Benedito-de-Testa-Amarela (Melanerpes Flavifrons) algo incomum para Goiânia, pois esta ave é mais comum na região Sudeste do Brasil, na área de Mata Atlântica. Outra ave que me surpreendeu foi o Socó-Boi (Tigrisoma Lineatum), pois esta ave não é facilmente vista em áreas urbanas, além disso costuma ser muito arisco.

Lista de aves ocorrentes no Jardim Botânico - Goiânia/GO
((SÓ SERÃO APRESENTADAS ALGUMAS AVES))


ANATIDAE

Amazonetta Brasiliensis; Marreco-Ananaí; Brazilian Teal


CRACIDAE

Penelope superciliaris; Jacupemba; Rusty-margined Guan
Crax Fasciolata; Mutum-Pinima; Bare-faced Currasow

ARDEIDAE

Ardea alba; Garça-branca-grande; Great egret
Ardea cocoi; Garça-moura; Gray heron
Egretta thula; Garça-branca-pequena; Snowy egret
Nyctorax nyctorax; Socó-dorminhoco; Black-crowned Heron
Buterioedes striata; Socozinho; Striated Heron

THERESKIORNITIDAE

Mesembrinibis caynnensis; Coró-coró; Green ibis
Phimosus infuscatus; Tapicuru-de-cara-pelada; Bare-faced Ibis
Theristicus caudatus; Curicaca; Buff-necked Ibis

CATHARTIDAE

Coragyps atratus; Urubu-de-cabeça-preta; Black Vulture

ACCIPITRIDAE

Rupornis magnirostris; Gavião-carijó; Roadside Hawk
Buteo brachyurus; Gavião-de-cauda-curta; Short-tailed Hawk
Spizaetus tyrannus; Gavião-pega-macaco; Black Hawk-Eagle

FALCONIDAE

Caracara plancus; Gavião-carcará; Southern Caracara
Falco sperverius; Quiriquiri; American Kestrel

RALLIDAE

Aramides cajanea; Saracura-três-potes; Gray-necked Wood-rail
Pardirallus nigricans; Saracura-sanã; Blackish Wood-rail
Gallinula galeata; Frango-d'-água-comum; Common Moorhen
Porphyrula martinica; Frango-d'-água-azul; Purple gallinule

COLUMBIDAE

Columba picazuro; Pomba-asa-branca; Picazuro pigeon
Columba caynnensis; Pomba-galega; Pale-vented Pigeon
Columba plumbea; Pomba-amargosa; Plumbeous Pigeon
Leptotila verreauxi; Juriti-pupu; White-tipped Dove
Leptotila rufaxilla; Juriti-gemedeira; Gray-fronted Dove
Zenaida auriculata; Pomba-arribaçã; Eared Dove
Columbina tapacolti; Rolinha-roxa; Ruddy-ground Dove
Columbina squammata; Fogo-apagou; Scaled Dove
Columba livia; Pombo-doméstico; Rock Pigeon

PSITTACIDAE

Diopsittaca nobilis; Maracanã-pequena; Red-shouldered Macaw
Forpus xanthopterygius; Tuim; Blue-winged Parrolet
Brotogeris chiriri; Periquito-de-asa-amarela; Yellow-chevroned Parakeet
Amazona aestiva; Papagaio-verdadeiro; Blue-fronted Parrot
Amazona amazonica; Curica; Orange-winged parakeet

CUCULIDAE

Piaya cayana; Alma-de-gato; Squirrel Cuckoo
Crotophaga ani; Anu-preto; Smooth-billed Ani
Guira guira; Anu-branco; Guira Cukoo

STRIGIDAE

Tyto furcata; Suindara; Barn Owl
Megascops choliba; Corujinha-do-mato; Tropical Screech-Owl
Glaucidium brasilianum; Caburé; Ferruginous Pigmy-Owl
Asio Clamator; Coruja-orelhuda; Striped Owl

CAPRIMULGIDAE

Hydropsalis albicolis; Curiango; Parauque
Hydropsalis parvula; Bacurau-chintã; Little Nightjar






domingo, 20 de março de 2016

Jardim Botânico de Goiânia - GO

O Jardim Botânico de Goiânia foi fundado em 1978, com o objetivo de abrigar os remanescentes de mata fechada (mata de galeria e floresta ciliar) e os animais silvestres da área. O local também guarda um borboletário, um lago e um abrigo com mais de 60 espécies de plantas e flores.

Porém o local guarda 1.000.000 m² de matas de galeria e de vegetação ciliar, e isso tem cada vez mais atraído observadores de pássaros, que procuram diversas espécies no local, onde se refugiam aves e também mamíferos de pequeno e médio porte.


sábado, 12 de março de 2016

Ocorrência de aves aquáticas nos Arrozais Irrigados do Estado de Goiás

As lavouras de arroz irrigadas do Estado de Goiás apresentam alto índice de espécies de aves que se refugiam nestes locais. As aves procuram os arrozais para procurar refúgio de predadores, locais para nidificar e sobretudo, alimento (Maputo,2009). Eles se alimentam dos grãos de arroz que sobrarem após a colheita do mesmo. As aves se dividem em grupos e deixam os arrozais parecido com reservas
ambientais. As aves mais vistas nos arrozais são os marrecos.

Espécies de marrecos ocorrentes 
nos arrozais do Estado de Goiás:

Marreca Caneleira (Dendrocygna Bicolor) - Rara no Estado
Marreca Cabocla (Dendrocygna Autumnalis) - População Estável
Marreca Irerê (Dendrocygna Viduata) - População Estável
Pé-Vermelho (Amazonetta Brasiliensis) - População Estável
Marreca-de-Bico-Roxo (Nomonyx Dominicana) - Rara no Estado
Pato-de-Crista (Sarkidiornis Sylvicola) - Muito raro no Estado

Grande parte das aves que vivem nesse tipo de paisagem agrícola não sofrem tanto os danos do desmatamento de seus habitats naturais. Muitas aves além disso, só podem ser vistas nos arrozais, como o Botaurus Pinnatus. Muitos mamíferos também se adaptaram aos arrozais, e são vistos com frequência neste ambiente, como o Blastocerus Dichotomus. A relação destes animais de classes diversas com os arrozais se deve ao fato de que, este tipo de cultura agrícola proporciona alimento farto para as mesmas. Os marrecos (foto ao lado) Dendrocygna , que é uma classe familiar, são as aves mais encontradas nos arrozais.  Elas se dividem em grupos e deixam os arrozais lotados de aves.

Porém, não são todos os agricultores que aceitam as aves muito bem receptivamente. Alguns reclamam dos prejuízos que as aves também causam nas lavouras de rizicultura. Outras aves até mais raras sofrem os prejuízos. A maioria são mortas, à tiros ou também por agrotóxicos usados no cultivo do arroz. Muitos agricultores também começaram a utilizar os Marrecos de Pequim (Anas sp.) no combate das pragas do arroz, como percevejos e pequenos invertebrados. Porém, os marrecos-de-pequim são aves domésticas, e já são acostumadas a isso.


terça-feira, 8 de março de 2016

Serra da Onça - Fazenda Cavá - Serranópolis/GO

Localizada à 5 km do Córrego Bom Jardim (Divisa entre Jataí e Serranópolis) a Fazenda Cavá guarda uma das serras de maior biodiversidade catalogada para o Estado de Goiás: a Serra da Onça. Com cerca de 150 espécies catalogadas de aves e mamíferos de médio e grande porte.

Lista de Espécies de Mamíferos Catalogadas na Serra da Onça:
Primatas:
Bugio-do-Cerrado (Allouata Cayara)
Sagui-de-tufo-preto (Callitrichinae)
Sagui-de-tufo-branco (Callitrichinae)
Macaco-Prego (Cebus Apela)
Jupará (Potos Flavus)

Felídeos:
Jaguatirica (Leopardus Pardalis)
Gato-Mourisco (Puma Yaguarundi)
Gato-do-mato-pequeno (Leopardus Tigrinus)
Gato-Maracajá (Leopardus Weidii)
Onça-Vermelha (Puma Conclor)
Onça-Pintada (Panthera Onca)

Canídeos (Canidae):
Lobo-Guará (Chrysocyon Brachyurus)
Cachorro-do-Mato (Cerdocyon Thous)
Cachorro-Vinagre (Speothos Venaticus)

Procionídeos:
Mão-pelada (Procyon Cancrivorus)
Quati-de-bando (Nasua Nasua)

Rodentidae:
Paca (Cuniculus Paca)
Cotia (Dasycprota Azarae)
Preá (Cavis sp.)
Ouriço-Cacheiro (Coendou Prehensilis)
Capivara (Hydrochoerus Hydrochaeris)
Lebre Tapiti (Sylvilagus Brasiliensis)

Xenartros:
Tamanduá-Bandeira (Myrmecophaga Tridactyla)
Meleta (Tamandua Tetradactyla)
Tatu-Peba (Euphractus Sexcinctus)
Tatu-de-rabo-mole (Cabassous Tatouay)
Tatu-de-rabo-mole (Cabassous Unicinctus)
Tatu-Galinha (Dasypus Novemcentimus)
Tatu-Folha ou Tatuí (Dasypus sepcentimus)

Unguladus:

-Cervidae: 
Veado-Mateiro (Mazama Americana)
Veado-Catingueiro (Mazama Gouazoubira)
Veado-Roxo (Mazama Nemorivaga)
Veado-Campeiro (Ozotocerus Bezoarticus)

-Tayasuiidae:
Queixada (Tayassu Pecari)
Caititu (Pecari Tajacu)

-Tapirus:
Anta (Tapirus Terrestris)

Mustelídeos:
Irara (Eira Barbara)
Furão (Galictis Vittata)
Lontra (Lontra Longicaudis)
Jaratataca (Conepatus Semistriatus)

Marsupiais:
Gambá (Didelphis Albiventris)
Cuíca d' água (Chironectes Minimus)
Catita ou Cuíca (Philander Opossum)


As armadilhas fotográficas ainda estão nas trilhas da serra
e há uma instalada em um dos cochos de sal. Em breve 
haverão mais informações sobre os mamíferos da serra.


sábado, 5 de março de 2016

Vida nos Açudes de Goiás

¹ Definição: Qualquer corpo d' água que for construído para represar uma área é denominada açude. Os açudes quando são pequenos são chamados açude e se forem maiores lagos e se forem maiores ainda são denominados represas. 
Nos açudes que possuem vegetação herbácea-graminosa constituído especialmente por plantas aquáticas, encontramos mais de 172 espécies de aves, em somente 1 dia de observação.
Catalogamos cerca de 33 espécies de aves aquáticas no Açude dos Marrecos, em Nerópolis/GO. O Local apresenta alta diversidade de espécies, e incluindo elas estão aves raras, como a Inhuma (Anhima Cornuta) e o Piaçoca (Gallinula Galeata). 

O Piaçoca (Gallinula Galeata) é uma das aves que vive no açude dos marrecos.
(Foto: Estevão Santos, Nerópolis/GO).




domingo, 28 de fevereiro de 2016

Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (PEAMP)

O Parque PEAMP foi criado em 1991 e possui uma área de 2.131 hectares com o objetivo de conservar a biodiversidade, proteger os mananciais hídricos para abastecimento público (Ribeirão João Leite) e garantir a manutenção dos processos ecológicos locais, pois a vegetação é de Mata Seca, Cerradão e raramente Cerrado.

Onça-pintada, imagem de Armadilha Fotográfica. O animal foi
fotografado no Parque mais de 07 vezes.


Entrada do Parque Altamiro de Moura Pacheco a partir da BR-060 entre Goiânia e Terezópolis de Goiás, depois da Polícia Rodoviária Federal, lado esquerdo. No local há mais de 480 espécies de plantas e cerca de 600 espécies de animais.


A área onde hoje está o parque era fazenda de Altamiro de Moura Pacheco e foi vendida para o Estado pela metade do preço desde que fosse transformada em reserva ecológica. Várias outras áreas em Goiânia foram doadas pelo médico e farmacêutico que era amigo do então presidente Juscelino Kubtschek e foi o responsável pela desapropriação de terras para a construção da Capital Federal.
A beleza do tucano em banner exibido durante a reabertura do Parque Altamiro de Moura Pacheco, ave já observada dentro do parque.

Foto do Google earth mostra área do parque antes do enchimento da Barragem do Ribeirão João Leite. A BR-060 corta a área ligando Goiânia a Terezópolis de Goiás e seguindo para Brasília (Capital do Brasil).

Foto de Leoiram/Goiás Agora mostra o lago do Ribeirão João Leite quando completou o enchimento total e começava a verter pela barragem. O parque está do lado direito na foto do lago e é importante para manutenção da qualidade da água do lago que abastece Goiânia.

 Trilha do Peba é uma das trilhas que podem ser visitadas no Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco. (Foto: Placa da Trilha do Peba).

Muitas espécies encontradas mortas ou atropeladas nas estradas foram empalhadas. A seriema Cariama cristata é um exemplo de ave que vive na área do parque.
Antes da criação do Parque no local existia a Fazenda Dois Irmãos que desenvolvia atividades de agricultura e pecuária. Hoje, o verde pode ocupar todo o espaço e garantir a existência de inúmeras espécies animais e vegetais. E a partir de agora o setor privado poderá ser o responsável pela manutenção e fazer com que o parque cumpra sua função, não só de preservar a biodiversidade do Cerrado, mas também de garantir que as áreas preservadas sirvam para pesquisa, ensino, visitação e lazer

Tamanduá-bandeira é uma das espécies mais encontradas no Parque Altamiro de Moura Pacheco. Fora de uma reserva e principalmente atravessando estradas esses animais correm muito risco de serem atropelados e mortos. Nos parques ou áreas de proteção estão mais seguros para darem continuidade a espécie.

Arara canindé em banner exibido na reabertura do parque representa bem o cerrado goiano com árvores tortas mas também com grandes matas do Brasil Central.
Maquete mostra como será o Centro de Estudos do Cerrado no Parque Altamiro de Moura Pacheco. Parque vai contar com auditório e Local de Dormitório.




Mata do Parque Altamiro de Moura Pacheco vista a partir da BR-060. Remanescentes do chamado Mato Grosso Goiano ou vegetação que existia no sul, sudoeste e noroeste de Goiás típica de floresta semicaducifólia ou mata seca. Mas dentro do parque pode se encontrar também locais com matas-ciliares e cerradão, mais raro, o cerrado típico.

O Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco - PEAMP foi criado pela lei nº 11.471 de 3 de julho de 1991. Suas terras estão dentro dos municípios de Goianápolis, Nerópolis, Terezópolis de Goiás e Goiânia (Zona Rural).

"Flora do Parque Altamiro de Moura Pacheco:

Açoita-cavalo, aroeira, angico, assa-peixe, bacuri, bálsamo, baru, cafezinho, caroba, cangerana, cedro, chichá, copaíba, cipó, farinha-seca, figueira, guapeva, guatambú-de-folha-larga, guatambú-de-folha-miúda, imbaúba, ingá, ipês, jacarandá, jatobá, jequitibá, jerivá, leiteiro, louro-pardo, macaúba, mamica de porca, maria-preta, marinheiro, moreira, monjoleiro, mulungu, mutamba, paineira, pata-de-vaca, pau-formiga, pau-jacaré, pau-jangada, peroba-rosa, pitanga-do-mato, pororoca, sangra d'água, sucupira-preta, tamboril e gonçalo-alves" (Cartilha Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco - Sebrae 2004)

"Animais do Parque Altamiro de Moura Pacheco:

Capivara, garça-branca, perereca, rã, sapo cururu, sapo comum, sapo boi, anta, cachorro do mato, coelho tapiti, caititu, furão, gambá, gato mourisco, jaguatirica, jaratataca, lobo-guará, lontra, macaco guariba, macaco-prego, mão pelada, mico estrela, morcego, paca, preá, quati, raposa, rato-do-mato, tamanduá, tatu folha, tatupeba, veado-mateiro, cágado, calango, cobras, jabuti, lagartixa, mucurana, teiú, anu-preto, e anu-branco, beija-flor, bem-te-vi, canário, codorna-amarela, corujão, joão-de-barro, periquito, perdiz, pica-pau, pomba-amargosa, quero-quero, rolinha, sabiá, sanhaço, saracura, seriema, socó, sofrê, tiê-do-cerrado, tico-tico-da-mata, tiziu, tucano, urubu, arara, papagaio, gavião, inhambu e outros" (Cartilha Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco - Sebrae 2004)

Maquete mostra uma aldeia de grupos caçadores coletores do período pré-histórico exposta no Museu Jesco Von Puttkamer da PUC Goiás
.
Na área do Parque Altamiro foram encontrados sítios arqueológicos de uma antiga aldeia que comprovam a existência de grupos indígenas. Há publicações que trazem que são da fase Mossâmedes e viveram no local provavelmente entre 15 e 5 séculos atrás - época do descobrimento do Brasil. "Por volta do século V habitavam índios da comunidade Kayapó do Sul (grupo ceramista e horticultor). Com a chegada do homem branco os índios abandonaram a região e foram para outras áreas." (Cartilha Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco - Sebrae 2004).
Urna funerária encontrada em sitio arqueológico no Parque Altamiro de Moura Pacheco, lado direito da BR-060. Foto faz parte do acervo do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia da PUC Goiás.

Árvores grandes, típicas de matas, são encontradas no Parque Altamiro de Moura Pacheco e podem ser observadas por quem passa pela BR-060 que liga Goiânia a Anápolis e Brasília. O parque está a 22 quilômetros de Goiânia e a 25 quilômetros de Anápolis, após percorridos entre Nerópolis e Goianápolis.
Couro de onça pintada que foi exposto no Parque agropecuário em Goiânia. Sem as áreas de proteção ambiental os animais não conseguiriam sobreviver diante da ocupação humana de todo o territorio. Fora de áreas de proteção os animais podem ser alvos fáceis de caçadores, caboclos, assim, causando sua morte.

Reserva Lago do Cedro - Aruanã/GO

Às margens do Rio Araguaia, está a Reserva Extrativista Lago do Cedro, emAruanã, no noroeste goiano. Nos 30 quilômetros de extensão e em uma área de 17.337 hectares, estão reunidos 72 lagos de água doce, sendo 64 deles perenes, ou seja, nunca secam. Mais de 324 espécies de aves foram catalogadas no parque ecológico criado em 2006.
"Aqui podemos encontrar andorinha, pica-pau do campo, maria de barro, martin-pescador, marrecos, gaviões, entre outras espécies", explicou o biólogo e coordenador de pesquisas da reserva, Kenney Andrade Borges. Os jacarés, de diversas espécies, também são muito procurados pelos turistas, que têm curiosidade de chegar bem próximo aos animais.
O pesquisador ressalta a importância da preservação da área para a presença desses bichos. "Cerca de 84% da área da reserva ainda tem vegetação nativa. Como o curso do Rio Araguaia atinge muitos locais, não foi possível desmatar para aproveitar os terrenos para outros usos. Dessa forma, os animais são beneficiados", afirma. Antas, caititus e até os cervos são vistos aqui facilmente, mesmo no período da manhã.
O Pato-Corredor (Neochen Jubata) é facilmente encontrado na Reserva.