domingo, 3 de abril de 2016

Redescobrindo Matas Virgens

O Estado de Goiás apresenta em sua porção sul e sudoeste pequenos, muito pequenos, porém muitos, remanescentes de transições de cerrado com mata atlântica. Dentre uma das pistas que podemos destacar, é a presença de Florestas Estacionais Semideciduais (FES), um tipo de fitofisionomia originária da mata atlântica em transição com cerrado.

Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica) em
Serranópolis, no sudoeste do estado de Goiás.
Onde podemos observar isso com mais frequência, na Serra da Onça, em Serranópolis/GO. A Fitofisionomia principal é caracterizada por FES. Isso leva também, à mudanças no tipo de fauna. Um lobo-guará, não viveria em uma mata decidual, apesar de estar distribuído em todo o estado. Uma anta, ou uma paca, ou até uma onça-vermelha, podem viver em uma Mata decidual, porque são mais adaptadas a este tipo de ambiente, sendo mais encontradas nesse subsistema.

Vista de Neblina, na Serra da Onça. Região de matas
deciduais e florestas estacionais. Serranópolis/GO.
Redescobrindo essa floresta, com o nome de Serra da Onça...Foi uma grande descoberta. O Programa "Redescobrindo Matas Virgens" desenvolvidos na serra da onça, mostra que aquele local ainda guarda grande potencial de fauna, ainda não descobertos.

Trilhas do Parque Nacional das Emas - GO

Parque Nacional das Emas - Mineiros/GO 

Enfim no Parque Nacional das Emas
O Parque Nacional das Emas é situado no chamado Planalto Central, que abrange os estados banhados pelo aquífero Guarani e com presença de biomas como cerrado e mata atlântica. O parque é localizado no extremo sudoeste do estado de Goiás, abrangendo os municípios de Mineiros (GO), Chapadão do Céu (GO), Costa Rica (MS) e Chapadão do Sul (MS). O parque conta com 4 portões, sendo 2 desses abertos à visitantes, o Portão Jacuba em Mineiros e o Portão Guarda do Bandeira, em Chapadão do Céu.
São 131.868 hectares de reserva dos cerrados, onde o visitante além de poder observar além da rica vegetação, corredeiras de águas cristalinas e animais como Veado-Campeiro, Tamanduá, Arara, Lobo-Guará, Lobinho, Sucuri, Emas e Cervo-do-pantanal.

Olha uma Cascavel na estrada de Chapadão do Céu
Trilha do Jacuba - Esse percurso de aproximadamente 50 km é ideal para se fazer de carro. Durante o passeio é possível parar o carro e fazer uma trilha, na cabeceira do Rio Jacuba. Ela tem aproximadamente 40 m e passa pelo Córrego Jacubinha, onde se pode beber água. Animais como o Veado-Campeiro, o Jaó, o Chopim do Brejo e Tamanduás são vistos com facilidade durante o percurso.

Trilha do Formoso - Tem aproximadamente 1 km de extensão, passando por matas de galeria e ciliares, além de uma vereda e acaba no Rio Formoso, onde você pode dar uma refrescada. O veado-mateiro, o tamanduá-bandeira, arara-canindé e a maria-faceira são vistos na trilha. Já foi observado rastros de queixadas sendo perseguidos por onça nessa trilha. O acesso é feito pelo Portão Guarda do Bandeira, em Chapadão do Céu.

Trilha do Brigadista - Tem aproximadamente 2 km de extensão, e nela, você pode ver muitos animais, como queixadas, pula-pula-de-sobrancelha, soldadinho, trinca-ferro, jaó, capivara. Ela passa, em seu trajeto, por um campo úmido (parcialmente alagado durante todo o ano) e acaba na Lagoa da Capivara.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Gxwp1DIz0cE



quinta-feira, 24 de março de 2016

Aves do Jardim Botânico - Goiânia/GO

Com mais de 300 hectares de Mata Seca, Mato Grosso Goiano, Mata Ciliar e de Galeria, o Jardim Botânico de Goiânia é um local primordial para conservação de espécies, contando ainda com uma estufa, borboletário e animais silvestres.
Por todos esses e outros fatos, o Jardim Botânico guarda muitas espécies da fauna das regiões de mata, o que está constantemente atraindo observadores de aves para este local. Por isso, dei uma passada por lá para ver como está a quantidade de aves do local, e me surpreendi.

Registrei no local aves incomuns, como o Benedito-de-Testa-Amarela (Melanerpes Flavifrons) algo incomum para Goiânia, pois esta ave é mais comum na região Sudeste do Brasil, na área de Mata Atlântica. Outra ave que me surpreendeu foi o Socó-Boi (Tigrisoma Lineatum), pois esta ave não é facilmente vista em áreas urbanas, além disso costuma ser muito arisco.

Lista de aves ocorrentes no Jardim Botânico - Goiânia/GO
((SÓ SERÃO APRESENTADAS ALGUMAS AVES))


ANATIDAE

Amazonetta Brasiliensis; Marreco-Ananaí; Brazilian Teal


CRACIDAE

Penelope superciliaris; Jacupemba; Rusty-margined Guan
Crax Fasciolata; Mutum-Pinima; Bare-faced Currasow

ARDEIDAE

Ardea alba; Garça-branca-grande; Great egret
Ardea cocoi; Garça-moura; Gray heron
Egretta thula; Garça-branca-pequena; Snowy egret
Nyctorax nyctorax; Socó-dorminhoco; Black-crowned Heron
Buterioedes striata; Socozinho; Striated Heron

THERESKIORNITIDAE

Mesembrinibis caynnensis; Coró-coró; Green ibis
Phimosus infuscatus; Tapicuru-de-cara-pelada; Bare-faced Ibis
Theristicus caudatus; Curicaca; Buff-necked Ibis

CATHARTIDAE

Coragyps atratus; Urubu-de-cabeça-preta; Black Vulture

ACCIPITRIDAE

Rupornis magnirostris; Gavião-carijó; Roadside Hawk
Buteo brachyurus; Gavião-de-cauda-curta; Short-tailed Hawk
Spizaetus tyrannus; Gavião-pega-macaco; Black Hawk-Eagle

FALCONIDAE

Caracara plancus; Gavião-carcará; Southern Caracara
Falco sperverius; Quiriquiri; American Kestrel

RALLIDAE

Aramides cajanea; Saracura-três-potes; Gray-necked Wood-rail
Pardirallus nigricans; Saracura-sanã; Blackish Wood-rail
Gallinula galeata; Frango-d'-água-comum; Common Moorhen
Porphyrula martinica; Frango-d'-água-azul; Purple gallinule

COLUMBIDAE

Columba picazuro; Pomba-asa-branca; Picazuro pigeon
Columba caynnensis; Pomba-galega; Pale-vented Pigeon
Columba plumbea; Pomba-amargosa; Plumbeous Pigeon
Leptotila verreauxi; Juriti-pupu; White-tipped Dove
Leptotila rufaxilla; Juriti-gemedeira; Gray-fronted Dove
Zenaida auriculata; Pomba-arribaçã; Eared Dove
Columbina tapacolti; Rolinha-roxa; Ruddy-ground Dove
Columbina squammata; Fogo-apagou; Scaled Dove
Columba livia; Pombo-doméstico; Rock Pigeon

PSITTACIDAE

Diopsittaca nobilis; Maracanã-pequena; Red-shouldered Macaw
Forpus xanthopterygius; Tuim; Blue-winged Parrolet
Brotogeris chiriri; Periquito-de-asa-amarela; Yellow-chevroned Parakeet
Amazona aestiva; Papagaio-verdadeiro; Blue-fronted Parrot
Amazona amazonica; Curica; Orange-winged parakeet

CUCULIDAE

Piaya cayana; Alma-de-gato; Squirrel Cuckoo
Crotophaga ani; Anu-preto; Smooth-billed Ani
Guira guira; Anu-branco; Guira Cukoo

STRIGIDAE

Tyto furcata; Suindara; Barn Owl
Megascops choliba; Corujinha-do-mato; Tropical Screech-Owl
Glaucidium brasilianum; Caburé; Ferruginous Pigmy-Owl
Asio Clamator; Coruja-orelhuda; Striped Owl

CAPRIMULGIDAE

Hydropsalis albicolis; Curiango; Parauque
Hydropsalis parvula; Bacurau-chintã; Little Nightjar






domingo, 20 de março de 2016

Jardim Botânico de Goiânia - GO

O Jardim Botânico de Goiânia foi fundado em 1978, com o objetivo de abrigar os remanescentes de mata fechada (mata de galeria e floresta ciliar) e os animais silvestres da área. O local também guarda um borboletário, um lago e um abrigo com mais de 60 espécies de plantas e flores.

Porém o local guarda 1.000.000 m² de matas de galeria e de vegetação ciliar, e isso tem cada vez mais atraído observadores de pássaros, que procuram diversas espécies no local, onde se refugiam aves e também mamíferos de pequeno e médio porte.


sábado, 12 de março de 2016

Ocorrência de aves aquáticas nos Arrozais Irrigados do Estado de Goiás

As lavouras de arroz irrigadas do Estado de Goiás apresentam alto índice de espécies de aves que se refugiam nestes locais. As aves procuram os arrozais para procurar refúgio de predadores, locais para nidificar e sobretudo, alimento (Maputo,2009). Eles se alimentam dos grãos de arroz que sobrarem após a colheita do mesmo. As aves se dividem em grupos e deixam os arrozais parecido com reservas
ambientais. As aves mais vistas nos arrozais são os marrecos.

Espécies de marrecos ocorrentes 
nos arrozais do Estado de Goiás:

Marreca Caneleira (Dendrocygna Bicolor) - Rara no Estado
Marreca Cabocla (Dendrocygna Autumnalis) - População Estável
Marreca Irerê (Dendrocygna Viduata) - População Estável
Pé-Vermelho (Amazonetta Brasiliensis) - População Estável
Marreca-de-Bico-Roxo (Nomonyx Dominicana) - Rara no Estado
Pato-de-Crista (Sarkidiornis Sylvicola) - Muito raro no Estado

Grande parte das aves que vivem nesse tipo de paisagem agrícola não sofrem tanto os danos do desmatamento de seus habitats naturais. Muitas aves além disso, só podem ser vistas nos arrozais, como o Botaurus Pinnatus. Muitos mamíferos também se adaptaram aos arrozais, e são vistos com frequência neste ambiente, como o Blastocerus Dichotomus. A relação destes animais de classes diversas com os arrozais se deve ao fato de que, este tipo de cultura agrícola proporciona alimento farto para as mesmas. Os marrecos (foto ao lado) Dendrocygna , que é uma classe familiar, são as aves mais encontradas nos arrozais.  Elas se dividem em grupos e deixam os arrozais lotados de aves.

Porém, não são todos os agricultores que aceitam as aves muito bem receptivamente. Alguns reclamam dos prejuízos que as aves também causam nas lavouras de rizicultura. Outras aves até mais raras sofrem os prejuízos. A maioria são mortas, à tiros ou também por agrotóxicos usados no cultivo do arroz. Muitos agricultores também começaram a utilizar os Marrecos de Pequim (Anas sp.) no combate das pragas do arroz, como percevejos e pequenos invertebrados. Porém, os marrecos-de-pequim são aves domésticas, e já são acostumadas a isso.


terça-feira, 8 de março de 2016

Serra da Onça - Fazenda Cavá - Serranópolis/GO

Localizada à 5 km do Córrego Bom Jardim (Divisa entre Jataí e Serranópolis) a Fazenda Cavá guarda uma das serras de maior biodiversidade catalogada para o Estado de Goiás: a Serra da Onça. Com cerca de 150 espécies catalogadas de aves e mamíferos de médio e grande porte.

Lista de Espécies de Mamíferos Catalogadas na Serra da Onça:
Primatas:
Bugio-do-Cerrado (Allouata Cayara)
Sagui-de-tufo-preto (Callitrichinae)
Sagui-de-tufo-branco (Callitrichinae)
Macaco-Prego (Cebus Apela)
Jupará (Potos Flavus)

Felídeos:
Jaguatirica (Leopardus Pardalis)
Gato-Mourisco (Puma Yaguarundi)
Gato-do-mato-pequeno (Leopardus Tigrinus)
Gato-Maracajá (Leopardus Weidii)
Onça-Vermelha (Puma Conclor)
Onça-Pintada (Panthera Onca)

Canídeos (Canidae):
Lobo-Guará (Chrysocyon Brachyurus)
Cachorro-do-Mato (Cerdocyon Thous)
Cachorro-Vinagre (Speothos Venaticus)

Procionídeos:
Mão-pelada (Procyon Cancrivorus)
Quati-de-bando (Nasua Nasua)

Rodentidae:
Paca (Cuniculus Paca)
Cotia (Dasycprota Azarae)
Preá (Cavis sp.)
Ouriço-Cacheiro (Coendou Prehensilis)
Capivara (Hydrochoerus Hydrochaeris)
Lebre Tapiti (Sylvilagus Brasiliensis)

Xenartros:
Tamanduá-Bandeira (Myrmecophaga Tridactyla)
Meleta (Tamandua Tetradactyla)
Tatu-Peba (Euphractus Sexcinctus)
Tatu-de-rabo-mole (Cabassous Tatouay)
Tatu-de-rabo-mole (Cabassous Unicinctus)
Tatu-Galinha (Dasypus Novemcentimus)
Tatu-Folha ou Tatuí (Dasypus sepcentimus)

Unguladus:

-Cervidae: 
Veado-Mateiro (Mazama Americana)
Veado-Catingueiro (Mazama Gouazoubira)
Veado-Roxo (Mazama Nemorivaga)
Veado-Campeiro (Ozotocerus Bezoarticus)

-Tayasuiidae:
Queixada (Tayassu Pecari)
Caititu (Pecari Tajacu)

-Tapirus:
Anta (Tapirus Terrestris)

Mustelídeos:
Irara (Eira Barbara)
Furão (Galictis Vittata)
Lontra (Lontra Longicaudis)
Jaratataca (Conepatus Semistriatus)

Marsupiais:
Gambá (Didelphis Albiventris)
Cuíca d' água (Chironectes Minimus)
Catita ou Cuíca (Philander Opossum)


As armadilhas fotográficas ainda estão nas trilhas da serra
e há uma instalada em um dos cochos de sal. Em breve 
haverão mais informações sobre os mamíferos da serra.


sábado, 5 de março de 2016

Vida nos Açudes de Goiás

¹ Definição: Qualquer corpo d' água que for construído para represar uma área é denominada açude. Os açudes quando são pequenos são chamados açude e se forem maiores lagos e se forem maiores ainda são denominados represas. 
Nos açudes que possuem vegetação herbácea-graminosa constituído especialmente por plantas aquáticas, encontramos mais de 172 espécies de aves, em somente 1 dia de observação.
Catalogamos cerca de 33 espécies de aves aquáticas no Açude dos Marrecos, em Nerópolis/GO. O Local apresenta alta diversidade de espécies, e incluindo elas estão aves raras, como a Inhuma (Anhima Cornuta) e o Piaçoca (Gallinula Galeata). 

O Piaçoca (Gallinula Galeata) é uma das aves que vive no açude dos marrecos.
(Foto: Estevão Santos, Nerópolis/GO).